quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A História do Ferro

O elemento químico ferro, simbolizado por Fe, é um dos elementos de história mais rica dentre todos os da Tabela Periódica dos Elementos. São hoje conhecidos indícios de sua utilização, procedente possivelmente de meteoritos, que remontam de, talvez, quatro milênios a.C., pelos antigos Sumérios e Egípcios. Entre o terceiro e o segundo milênio a.C. foram encontrados peças compostas de ferro na Mesopotâmia, tendo sua utilização servido para fins cerimoniais. A procedência destas amostras mais recentes descartam a possibilidade de sua proveniência a partir de meteoritos, pois apresentavam ausência completa do elemento químico níquel, comum em matéria extra-terrestre.

Em épocas remotas, assim como mais tarde viria a ocorrer com outros metais, o ferro fora mais valioso do que o ouro, sendo o metal típico da nobreza. As fontes do ferro antigo são difíceis de serem precisadas, mas algumas fontes sugerem que este metal era obtido como um dos subprodutos da obtenção de outros metais, como o cobre.

Aproximando-se mais da era cristã, houve um aumento da utilização do ferro no Oriente Médio, mas ainda não como substituto do bronze. Mas já muito próximo ao século X antes de Cristo, o ferro passou a ser utilizado em lugar do bronze na fabricação de armas e outros utensílios do gênero. Esta transição talvez tenha ocorrido em virtude da escassez do elemento químico estanho, uma das matéria primas do bronze. Também pode-se apontar um avanço tecnológico no trabalho com o ferro, já constatado naquela época. A este período deu-se o nome de Idade do Ferro, que marca a época de substituição da Idade do Bronze, em virtude desta substituição química.

Acompanhando a substituição do bronze pelo ferro, o processo de carburação foi descoberto, processo esse que consiste na adição do carbono a ferro. Inicialmente este ferro possuia uma baixa quantidade de carbono, sendo difícil o processo de endurecimento deste material. Posteriormente observou-se que um produto mais resistente poderia ser obtido ao aquecer-se a peça de ferro em um forno de carvão vegetal, para somente depois submergí-la em água. O produto obtido apresentava menor dureza e maior fragilidade do que o bronze.
O ferro fundido levou ainda um tempo maior para ser obtido facilmente na Europa, pois, sabemos hoje, que a temperatura necessária era difícil de ser obtida. Algumas amostras foram obtidas na Suécia, tornando então esse processo logo conhecido em toda Europa. Ainda na Idade Média e até o final do século XIX muitos países europeus ainda empregavam o método do carvão vegetal na obtenção do aço (mistura entre ferro e carbono). Esse procedimento é hoje realizado em altos fornos, processo que possibilita um maior rendimento e baixa consideravelmente os custos do processo.
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Reciclagem de Papel

Só no Brasil foram produzidos, em 2008, cerca de 8 milhões de toneladas de papel (BRACELPA) e, segundo estimativas os números tendem a aumentar. Ao contrário do que diz o senso comum, o acesso a tecnologias como a internet e o e-mail estão contribuindo para o aumento do consumo de papel uma vez que a maioria das pessoas ainda prefere ler textos e livros em meio físico do que em meio eletrônico. Por isso é cada vez mais importante o trabalho feito pelas empresas na reciclagemdos diversos tipos de papel contribuindo para que haja um menor impacto no meio ambiente.

Atualmente cerca de 50% do papel consumido no Brasil é reciclado e o percentual varia de acordo com o tipo de papel: papéis ondulados (tipo caixa de papelão) tiveram uma taxa de reaproveitamento de 79.5% em 2007; e papéis de escritório (revistas, folhetos, papéis de carta, papel branco, etc.) tiveram no mesmo ano um reaproveitamento de 38.1%, o que representa 817 mil toneladas de papel de escritório (CEMPRE).

Os benefícios da reciclagem do papel incluem a redução no consumo de água utilizada na produção, assim como no consumo de energia muito embora os números sejam bastante divergentes de uma empresa para outra dependendo do tipo de tecnologia empregada e da eficiência do processo. Mas é fato que com a reciclagem de papel deixa-se de cortar árvores: calcula-se que para cada 1 tonelada de aparas (papéis cortados usados na reciclagem) deixa-se de cortar de 15 a 20 árvores.

Os tipos de papéis que podem ser reciclados são os seguintes: papelão, jornal, revistas, papel de fax, papel-cartão, envelopes, fotocópias, e impressos em geral; os não recicláveis são: papel higiênico, papel toalha, fotografias, papel carbono, etiquetas e adesivos. Todos os papéis reciclados depois de coletados por cooperativas ou catadores são separados por tipo e vendidos para os “aparistas” que transformam os papéis em aparas que são enfardadas e novamente vendidas para as indústrias.

processo de reciclagem do papel é basicamente o seguinte: as aparas adquiridas pelas indústrias são trituradas em uma espécie de liquidificador gigante com água para que suas fibras sejam separadas. Depois um processo de centrifugação irá separar algumas impurezas como areia, grampos e etc.. Em seguida, são acrescentados produtos químicos para retirar a tinta e clarear o papel. Após o clareamento sobrará uma pasta de celulose que pode receber o acréscimo de celulose virgem dependendo da qualidade do papel que se quer produzir. Esta pasta é que será prensada e seca em diferentes equipamentos para formar o papel pronto para consumo.

O preço do papel de escritório reciclado costuma ser maior que o do papel novo devido ao fato de que a demanda ainda é maior que a oferta, pois são poucas as indústrias que estão preparadas para produzi-lo. Por isso, o melhor mesmo é reduzir o consumo. Medidas simples como imprimir nos dois lados da folha, aproveitar o papel usado como rascunho e só imprimir o que for realmente necessário ajudam são ainda mais eficazes na redução dos impactos ambientais. E aí sim, o que não for possível reutilizar deve ser encaminhado para a reciclagem.
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Abelhas Solitárias e o Ecossistema

A grande maioria das espécies de abelhas conhecidas é de vida solitária, representado 85% das espécies. Caracterizadas por espécies na qual uma única fêmea coleta seu alimento, constrói e defende seu próprio ninho e oviposita sem a ajuda de outras abelhas. Depois de cumpridas todas estas tarefas ela morre, sem que haja contato com as outras gerações.
Segundo diversos autores, a fêmea fundadora dos ninhos de algumas espécies, tem controle sobre o sexo das suas crias, e sua escolha esta relacionada com a disponibilidade de recursos florais, no qual meses de maior disponibilidade de recursos fará com que probabilidade de emergirem fêmeas seja maior.

As Abelhas Solitárias têm papel importante na biologia reprodutiva de muitas espécies vegetais da região neotropical, agindo como vetores de pólen de plantas de várias espécies vegetais. Machos da tribo Euglissini coletam compostos aromáticos de diversas flores e de outras fontes extraflorais; estes compostos são aparentemente importantes no processo reprodutivo dessas abelhas, atuando na demarcação de territórios e atração das fêmeas.

No Brasil, o uso de abelhas solitárias na polinização de culturas agrícolas é pequeno. Os primeiros trabalhos realizados apontam a eficiência de algumas espécies de abelhas solitárias para polinização de plantas de interesse econômico, como acerola, caju e maracujá. Além desta aplicabilidade do conhecimento acumulado sobre as abelhas solitárias, estes estudos podem representar um passo importante para sua conservação, especialmente daquelas espécies ocorrentes em ecossistemas ameaçados, como a Mata Atlântica Brasileira.

Essas abelhas podem ser estudadas por métodos de coleta ativa com redes entomológicas, iscas atrativas e com utilização de ninhos-armadilha. Estas técnicas podem resultar em diversos trabalhos, onde será possível conhecer um pouco mais sobre diversidade, abundância e biologia das espécies estudadas, avaliando também suas relações com as alterações do ambiente e seu nível de conservação, além de conhecer os possíveis efeitos da fragmentação.

A comunidade de Abelhas Solitárias pode sofrer influências negativas das ações antrópicas, como a remoção da flora nativa e atividades de ornamentação, como podas e capinas em áreas de vegetação cultivada, e a criação de praças, parques e jardins, contribuindo para a diminuição da ocorrência de abelhas nessas áreas ou favorecendo espécies generalistas que utilizem recursos de plantas cultivadas como as Apis melíferas. De modo geral, áreas com maior quantidade de cobertura de vegetação possuem maior abundância e diversidade de Abelhas Solitárias (Euglossina). Por isso, essas abelhas são consideradas bioindicadoras do estado de conservação de áreas.
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Agentes Mutagênicos

Agente mutagênico é todo tipo de agente que quando exposto às células apresenta capacidade de gerar mutação. Em outras palavras, um dano no material genético (DNA) que não sofre reparação no processo de replicação celular, sendo passado para os descendentes.
Os agentes mutagênicos podem ser de três tipos:
  • Agentes químicos: diversas substâncias consideradas cancerígenas, que desempenham seu papel alterando as ligações químicas, ou até mesmo substituindo nucleotídeos normais por moléculas similares. Radicais livres também catalisam reações químicas prejudiciais ao DNA.
  • Agentes físicos: dentro desse grupo encontram-se a radiação ionizante e o raio UVC capazes de danificar as ligações químicas entre os nucleotídeos (neste caso, as mutações ocorrem raramente, pois a destruição da cadeia de DNA normalmente resulta na morte celular) e UVB (espectro absorvido pelo DNA).
  • Agentes biológicos: neste caso é a ação de vírus e bactérias, responsáveis por inocular parte de seu DNA na célula que estão hospedando, casualmente integrando-a a cadeia de DNA do hospedeiro. Também podem ocorrer mutações devido a falhas genéticas.
Embora os agentes mutagênicos apresentem efeitos nocivos às células humanas, muitos são usufruídos pela ciência. Bactérias e vírus são utilizados pela engenharia genética esperando-se obter seres transgênicos, operando como vetores de genes criados em laboratório a serem inseridos no organismo a ser modificado. Determinadas bactérias mutagênicas são usadas no procedimento de quimioterapia, em diminutas quantidades, agindo sobre neoplasias, sem grandes consequências para o organismo. Igualmente, outros agentes, como radiação ionizante, também são utilizados em tratamentos, como é o caso do combate a neoplasias por meio de radioterapia. Outro tipo de radiação ionizante, o raio-x, também é amplamente utilizado na medicina.
A lei federal do Brasil, número 11.105 de março de 2005, assegura que organismos mutagênicos são distintos de organismos transgênicos. A mutagenese é responsável por alterar alguns pares de base de um gene existente, já a transgenia introduz inúmeros pares de bases, genes completos que anteriormente não estavam presentes naquela determinada espécie, oriundo de um organismo doador.
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A utilização da tecnologia do DNA recombinante no tratamento da diabetes mellitus

A engenharia genética é definida como o conjunto de processos que permitem a identificação, manipulação e transformação do genoma de organismos vivos. Sendo assim, é possível manipular o DNA existente nas células dos seres vivos e recombinar genes, produzindo transgênicos, clones e desenvolvendo terapias genéticas. A primeira aplicação dessas terapias e uma das principais foi a criação da insulina sintética através da tecnologia do DNA recombinante para portadores da diabetes mellitus.

Essa doença crônica é caracterizada pela baixa produção de insulina pelo pâncreas ou pela utilização de maneira incorreta pelo corpo. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde), o número de portadores da doença chega a quase 200 milhões de pessoas, representando 9% da mortalidade mundial e sendo a 12ª causa de morte no mundo. Já no brasil, o número de diabéticos chega a 10 milhões.

Sendo a diabetes uma doença evolutiva, quase todos os pacientes requerem tratamento farmacológico, pois as células beta do pâncreas atingem um estado de falência com o passar do tempo. Muitos desses tratamentos são feitos com insulina, um hormônio peptídico e proteico que tem como função reduzir a taxa de glicose no sangue, ou seja, é responsável por levar o açúcar contido nos alimentos até as células, que o utilizam para gerar energia. Para suprir a falta desse hormônio no organismo daqueles que possuem a doença, algumas técnicas foram criadas.

No passado, a insulina aplicada aos diabéticos era extraída do pâncreas ou da urina de porcos. Atualmente, com o desenvolvimento da ciência, é possível criar esse hormônio em laboratório. Essa insulina é sintetizada a partir de bactérias, em especial a Escherichia coli, onde o gene de interesse é inserido para ser replicado.

As bactérias possuem em seu citoplasma, pequenos anéis de DNA, denominados plasmídeos, que são diferentes do cromossomo bacteriano. Esses anéis possuem autonomia de replicação e alta capacidade de recombinação, permitindo que sejam muito utilizados na engenharia genética e funcionando como vetores de clonagem.

A tecnologia do DNA recombinante consiste no isolamento de genes de interesse, conduzidos por técnicas de clonagem molecular. Utilizando vetores de clonagem, a sequência é inserida pela enzima DNA ligase e com o gene de interesse isolado, os fragmentos de DNA são incorporados ao genoma do organismo, o modificando. Portanto na produção de insulina, o gene humano é isolado e recortado por enzimas de restrição e inserido no também isolado plasmídeo da Escherichia coli. A partir daí um plasmídeo recombinante é formado e inserido na célula da bactéria, que codifica o gene humano da insulina, passando a produzi-la.

Essa técnica pode ser caracterizada com um dos primeiros processos biotecnológicos no mundo e auxiliando no tratamento da diabetes principalmente porque a molécula da insulina sintética é mais parecida com a produzida pelo organismo, oferecendo um índice de rejeição bem menor que as insulinas de origem animal e a redução dos efeitos colaterais, contribuindo para um aumento na qualidade de vida dos pacientes.
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Ácido glutâmico

Também denominado glutamato, o ácido glutâmico é um aminoácido de propriedades ácidas que compõe diversos tipos de proteínas dos seres vivos. Trata-se de um aminoácido não essencial ou natural, isto é, pode ser produzido a partir de outros compostos celulares. É representado pela fórmula química C5H9NO4 e possui um ácido carboxílico como radical na sua estrutura.
O ácido glutâmico faz parte da estrutura de diversas proteínas de vegetais como feijão, soja, lentilha e grão de bico. A maior parte do ácido glutâmico consumido é absorvida rapidamente no intestino delgado, no qual, metade é metabolizado, produzindo gás carbônico (CO2). Também está intimamente ligado aos processo de síntese de carboidratos e ácidos graxos.

No organismo humano, o ácido glutâmico desempenha significativas funções. Ele é o precursor de vários aminoácidos como glutamina, prolina, gaba, ornitina e arginina e participa da formação de metabólitos importantes, como o ácido pirúvico e o oxaloacetato, provenientes do processo de respiração celular. O ácido glutâmico passa pelo processo de desaminação, ou seja, perda do grupo amina, dando origem à amônia e, finalmente, à uréia, excreta nitrogenada dos seres humanos.

O ácido glutâmico é, ainda, o mais comum dos neurotransmissores do sistema nervoso de mamíferos e, por isso, é conhecido como "combustível do cérebro". É provável que este aminoácido tenha participação em funções cognitivas cerebrais, como a capacidade de memorização e de aprendizagem. Hoje é sabido que a variação da concentração de ácido glutâmico está relacionada com vários tipos e graus de distúrbios mentais, tais como as doenças de Charcot e Alzheimer.

O aminoácido em questão é uma das substâncias capazes de proporcionar o quinto gosto básico do paladar humano: o umami. O Umami, que em japonês quer dizer saboroso, foi descoberto no início do século XX, porém, só em 2000 foi aceito pela comunidade científica, se juntando aos tradicionais sabores doce, salgado, amargo e azedo. Devido a essa peculiaridade, o glutamato monossódico, um sal do ácido glutâmico, é largamente utilizado pela indústria alimentícia como aditivo alimentar, realçando o sabor dos alimentos.
Os sais do ácido glutâmico têm várias aplicações em ramos diferentes da indústria. O seu sal de arginina é aplicado à indústria farmacêutica na composição de medicamentos destinados ao tratamento da hiperamonemia (excesso de amônia na corrente sanguínea), astenia e fadiga. Os sais de sódio, potássio e amônia do ácido glutâmico também são empregado como aditivo alimentar e, o primeiro é aplicado às soluções de conservação de órgãos para transplante. O sal de cálcio é usado como regulador mineral e como matéria prima nas sínteses de ácido fólico e outros fármacos.
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Ácido Fólico

ácido fólico, também conhecido como folacina, ácido pteroil-L-glutâmico ou vitamina B9, faz parta das vitaminas do complexo B. É encontrado em vísceras de animais, folhagens verdes, legumes, frutas secas, grãos integrais e levedo de cerveja. Ocorre a degradação em alimentos conservados em temperatura ambiente e quando submetido a altas temperaturas. No organismo, possui papel fundamental na formação de proteínas estruturais e da hemoglobina.

É também eficaz no tratamento de algumas anemias, na manutenção dos espermatozóides saudáveis, reduz o risco do Mal de Alzheimer, é indispensável para uma gravidez saudável, aumenta a lactação, melhora as ulcerações orais, auxilia no tratamento da depressão, ajuda na prevenção de doenças cardíacasderrame e no controle da hipertensão.

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Absorção e Metabolização do Cromo

elemento químico cromo apresenta símbolo Cr, número atômico (somatório de prótons existente no núcleo atômico) de 24 e massa atômica de 52 unidades. Sob condições normais de temperatura e pressão (CNTP) é um sólido, de aspecto metálico, tendendo ao cinza escuro. É um metal de transição, localizado no bloco intermediário da Tabela Periódica, de alta dureza, mas frágil estruturalmente.
Alguns estudos recentes tem mostrado que o cromo é capaz de reduzir a gordura corporal, destacando-se a abdominal. Entre as possíveis explicações para esse comportamento, está sua capacidade de diminuição do desejo pela ingestão de glicídios.
O cromo faz com que o carboidrato seja aproveitado como fonte de energia e não fique armazenado sob a forma de gordura, confirma a nutróloga Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro. Vários estudos apontam nessa direção. Um deles, realizado pelo Health and Medical Research Foundation, em San Antonio, nos Estados Unidos, e publicado no Journal Current Therapeutic Research, analisou 122 pacientes gordinhos. Uma parte deles tomou 400 mcg de cromo diariamente por três meses e a outra, apenas placebo. Ao final do período, a primeira turma havia perdido 2,8 quilos de gordura corporal, enquanto o restante do grupo emagreceu 1,5 quilo. Outra pesquisa americana mais recente, feita pela University of Vermont em parceria com a Louisiana State University, indica o mesmo resultado: a ingestão de cromo interfere positivamente na perda de peso1.
O cromo é absorvido pelo organismo na primeira fração do intestino delgado, mas sua quantidade absorvida é muito pouca, aproximadamente 1%. Essa absorção pode ser aumentada pela presença de agentes de natureza quelante, que possuem a característica de complexar o cromo na forma de anéis. E sua absorção é reduzida na presença de compostos filatos. Algumas pesquisas demonstram que o ferro interfere negativamente na absorção de cromo, o que parece ser devido à existência de um mecanismo de transporte comum aos dois.
Vários pesquisadores dosaram o cromo no sangue, nos tecidos e nos cabelos. Tendo-se material adequado, a análise dos oligoelementos no cabelo é interessante e relativamente simples. Esse método se justifica ainda mais no caso do cromo, apresentando diversas vantagens: maior concentração do cromo nos cabelos do que nos tecidos e, pois, melhor correlação. As concentrações nos cabelos não sofrem flutuações rápidas, refletindo, assim, melhor o estado nutricional ao longo do tempo2.
Sabemos hoje que a importância do cromo no organismo humano se deve ao controle que ele exerce na absorção de lipídeos. “A ingestão dietética diária é de 50 a 200 ug, segundo a ESAD-DI (Estimated safe and adequate daily dieteary intake). A principal função do cromo é potencializar os efeitos da insulina, e através desta alterar o metabolismo da glicose, aminoácidos e lipídeos. Considerando-se os efeitos anabólicos promovido pela a insulina nos tecidos, promovendo a captação de glicose, aminoácidos e a síntese de proteínas, a presença de cromo potencializa estas ações, reduzindo os níveis de gordura corpórea e normalização do lipídios sanguíneos. A medida que envelhecemos, retemos menos cromo no organismo. O excesso de gorduras e açúcar na dieta aumenta a excreção e consumo de cromo
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Absorção do Etanol no organismo

Como atualmente tem se vinculado à mídia de forma mais efusiva, o etanol presente nas bebidas alcoólicas é uma droga, que pode ser tão perigosa ao organismo quanto qualquer outra. A atuação desta substância nas sinapses cerebrais provoca o que chamamos de embriaguez, que se trata da lentidão dos reflexos mentais e motores do indivíduo, reduzindo assim drasticamente a sua capacidade de tomar decisões. Com a ingestão de doses um pouco mais elevadas, o fígado fica prejudicado, o indivíduo passa a sentir náuseas e vomitar, precisando de atendimento médico. A rota metabólica final do etanol no organismo está associada ao sintoma de depressão (apesar de inicialmente o etanol trazer uma sensação de euforia, o aumento de sua concentração na corrente sanguínea leva à depressão), podendo então ser seguida do coma e finalmente da morte.
Na molécula de etanol está a resposta para sua alta absorção pelo organismo. Trata-se de uma molécula pequena, polar (portando, hidrossolúvel), composta por dois átomos de carbono, seis de hidrogênio e um de oxigênio, conforme mostrado abaixo:
CH3-CH2-OH
Sendo que a presença do grupo químico (-OH), chamado de hidroxila, ligado a um carbono saturado(que faz apenas ligações simples) identifica a função orgânica conhecida por álcool, da qual a espécie etanol é a que está mais presente em nosso cotidiano, razão esta pela qual é muitas vezes chamada apenas de álcool.
Popularmente se comenta que o estado de embriaguez é mais lento, ou necessita de uma dosagem maior de bebida alcoólica, quando o estômago está cheio. Esse fato encontra uma sustentação científica no fato do etanol ser absorvido pelas paredes estomacais, o que é dificultoso quando o estômago já apresenta alimento em seu interior, reduzindo assim o contato entre a substância e suas paredes internas. Dessa forma, um estômago vazio pode absorver até seis vezes mais etanol do que um estômago cheio, ao se ingerir a mesma dose da bebida alcoólica.
O etanol é metabolizado no fígado, onde é convertido em gás carbônico (CO2) e água (H2O), forma pela qual o fígado o eliminará. Entretanto, quando sua dosagem é elevada, o fígado não é capaz de metabolizá-lo, o fazendo chegar à corrente sanguínea. Dessa forma então terão início os sintomas característicos de sua ingestão. O etanol, após a sua metabolização pelo fígado, é eliminado pela urina e pelo processo da respiração, o que permite a utilização de instrumentos como o bafômetro, que trazem uma noção do grau de ingestão alcoólica pelo indivíduo.


Referências:
RUSSELL, John B.; Química Geral vol.2, São Paulo: Pearson Education do Brasil, Makron Books, 1994.
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Abrangência Lipídica

Toda vez que se fala de lipídeos a primeira coisa que vem a cabeça é gordura e colesterol, porém essas biomoléculas realizam outras funções além de serem odiadas por 99% das mulheres. Para inicio de conversa eles são um grupo extenso sem unidade funcional fixa, ao contrario de proteínas e carboidratos, e o único link entre todos é o fato de ter uma cadeia carbônica (contendo ou não instaurações) ligada a um ácido carboxílico. Entre as suas funções estão reserva energética (ácido graxo), composição de vitaminas (A,D,E,K) e membranas plasmáticas de células (fosfolipídios) e formação de sais biliares.
Um dos exemplos mais importante e conhecido é o colesterol, que exerce funcionalidade tanto em composição das membranas plasmáticas como na formação de sais biliares, além de ser um precursor de hormônios. Teoricamente essa molécula não teria que ser ingerida uma vez que o próprio corpo pode produzi-la, já que ela exerce funções vitais, porem como já a consumimos (muitas vezes em excesso) somado ao fato de ser lipossolúvel, dificultando a sua eliminação obrigando o corpo a arrumar funcionalidade à mesma. O fígado utiliza o colesterol para formar sais biliares e o excesso é exportado pelo fígado em forma de lipoproteína VLDL (sigla em inglês para colesterol de baixíssima densidade), esse colesterol circulará pelos tecidos aonde vai ser absorvido pelas células e aos poucos mudará a sua densidade. Ao final desse transito pelo corpo a lipoproteína é chamada de LDL (sigla em inglês para colesterol de baixa densidade), mais conhecido como “colesterol ruim”. O motivo dessa nomenclatura é fato dele depositar-se nas artérias, podendo gerar aterosclerose. Já o colesterol proveniente das células é o HDL (sigla em inglês para colesterol de alta densidade), diferente do LDL não se acumula nas artérias e é considerado o “colesterol bom”.
Os lipídeos têm uma grande abrangência de funções dentro do organismo, como visto com o colesterol e suas utilidades, porém, como tudo, não pode ser consumido em excesso, pois pode gerar graves problemas de saúde.



Escrito por: Douglas Yukio Sebastiani
Trainee do departamento de Qualidade
Biotec Junior-gestão 2015/2016
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