A água move-se no sistema solo-planta-atmosfera em qualquer uma de suas fases. No solo e
na planta, os principais movimentos
dão-se na fase líquida, apesar de fluxos de vapor poderem assumir grande importância quando o solo se encontra "mais seco" e em certos
órgãos da planta, como é o caso das câmaras
estomatais na folha. Na atmosfera, o principal movimento dá-se na fase de vapor, mas em condições especiais, o movimento na fase líquida (chuva) e na fase
sólida (granizo ou neve) pode assumir
proporções importantes.
O Potencial da Água no solo ou na planta representa o
estado de energia da água no solo ou na planta e governa todos os processos de
transporte de água no sistema solo–planta–atmosfera. O entendimento e a
aplicação desse conceito possibilitam uma visão global dos processos de
absorção e transporte de água do solo para a planta, no interior da planta e
das folhas para a atmosfera (transpiração). E A propriedade do solo de atrair e
reter a água no estado líquido e em forma de vapor é o resultado da acção conjunta
e complexa de uma série de factores. Como o solo apresenta cargas eléctricas (–
ou +), as moléculas de água se orientam para serem retidas. Nessa
interação solo-água, verifica-se a influência das forças de adsorção do solo, ou seja, adesão e coesão.
Infiltração da água no solo
É o processo pelo qual a água penetra no solo. A taxa na
qual a água penetra no solo é variável com o tempo. Ela inicia com taxas altas
no início e progressivamente vai diminuindo até atingir valores constantes. As
forças responsáveis por esse movimento são a gravitacional e a mátrica, essa
última originada nos meniscos côncavos resultantes da interacção entre as fases
sólida, líquida e gasosa (forças de adsorção, coesão e tensão superficial).
Quando o solo se
encontra relativamente seco no início da infiltração, as forças mátrica dominam
o processo e, por isso, as taxas de infiltração são altas. Com o passar do
tempo, essas forças vão se anulando e a força gravitacional passa a ser a
principal responsável por esse movimento. O conhecimento desse processo é
particularmente importante em estudos de irrigação, conservação do solo e da
água, etc.
Redistribuição da água do solo
O processo da redistribuição ou drenagem interna tem
início quando cessa a infiltração da água de chuva ou irrigação. Portanto, o
tempo final da infiltração é o tempo zero da redistribuição. No início desse
processo, a força gravitacional é a principal responsável pelas alterações
ocorrentes, e a umidade nas proximidades da superfície do solo é a que mais
rapidamente decrescerá, se o solo apresentar boas condições para a drenagem
livre.
Tanto as taxas de fluxo descendente quanto a umidade
serão progressivamente diminuídas com o tempo, até quando essas variações se
tornarem tão pequenas quanto desprezíveis. Nessas condições, costuma-se dizer
que o excesso de água foi drenado e o solo atingiu a sua condição de capacidade
de campo, o que pode levar horas, dias ou semanas (a presença de camadas
restritivas fazem aumentar o tempo). A capacidade de campo tem sido assumida
como o limite superior de disponibilidade às plantas e, por isso, ganhou grande
importância, particularmente na engenharia da irrigação.
Retenção de água pelo solo
A propriedade do solo de atrair e reter a água no estado líquido e em
forma de vapor é o resultado da ação conjunta e complexa de uma série de
fatores. Como o solo apresenta cargas elétricas (– e/ou +), as moléculas de
água se orientam para serem retidas. Nessa interação solo-água, verifica-se a
influência das forças de adsorção do solo, ou seja, adesão e coesão. Adesão: é
a atração da molécula de água pela partícula do solo e Coesão: é a atração das
moléculas de água entre si. Além das forças de adsorção, deve-se considerar
ainda que no solo, o espaço poroso é bastante semelhante a tubos capilares,
aparecendo também na retenção de água pelo solo a ação dos fenômenos de
capilaridade.
Fatores que afetam a retenção de água pelo solo:
Textura e tipo de argila;
Matéria Orgânica;
Estrutura do solo.
Tensão superficial e capilaridade
A tensão superficial resulta da existência de forças de atração de curto
alcance entre as moléculas do líquido chamadas forças moleculares de
London-van der Waals de coesão, forças moleculares de coesão ou
simplesmente forças de coesão. A distância limite de atuação destas
forças, isto é, a distância máxima que uma molécula consegue exercer atração
sobre as outras, delimita uma esfera de raio r conhecida pelo nome de esfera
de ação das forças moleculares ou simplesmente esfera de ação molecular.
Para a água, r não excede 0,05mm.
2. Quantificação
da água no solo
Seja uma amostra de solo cujo volume V é, evidentemente, igual à
soma do volume de seus sólidos Vs e o volume de seus poros Vp,
isto é, V =Vs +Vp.
Estando a amostra não saturada e chamando de Va e Var os
volumes de água (solução) e de ar, respectivamente, presentes no interior do
espaço poroso desta amostra num determinado momento, é claro que Vp
=Va +Var. E, portanto, V = Vs
+Va +Var.
Para solos de estrutura rígida (não expansíveis), Vp = Va
+ Var = constante e, portanto, quando Va
aumenta (ou diminui), Var diminui (ou aumenta) do mesmo
valor. Para solos expansíveis entretanto, Vp e portanto
também V variam com Va, ou seja, aumentam
com o aumento de Va e diminuem com a diminuição de Va;
mas dependem do valor de Va. Igualmente, se for chamada de m
a massa desta amostra de solo não-saturado num dado momento, de ms
a massa de seus sólidos e, no mesmo momento, de ma e mar as
massas de água e de ar presentes no interior do seu espaço poroso,
evidentemente, m = ms + ma + mar
Entretanto, em comparação com a magnitude de ms e ma,
mar pode ser considerada sempre desprezível, pelo que tanto para solo
saturado como para solo não saturado, m = ms + ma.
A partir dessas informações pode-se, agora, definir os índices que
quantificam a água no solo:
Conteúdo de água no solo à base de massa
U
É, por definição, o quociente da massa de água presente numa amostra de
solo num determinado instante e a massa de sólidos da amostra:
É importante esclarecer que, pelo fato de U não ser uma fração
(parte de uma unidade), não deveria ser expressa em porcentagem, muito embora
isso seja muito comum! Observe-se, também, que não há necessidade de qualquer
informação adicional quando se utiliza U para quantificar a água em
solos expansíveis.
Conteúdo de água no solo à base de
volume
É o quociente do volume de água presente numa amostra de solo num
determinado instante e o volume da amostra, ou seja,
[m3 m-3] ou, lembrando que a densidade da água a
= ma/Va e tendo em vista a equação,
[m3 m-3].
Como é uma fração (parte de uma unidade), isto é, mostra quanto de V é Va
num determinado instante, pode perfeitamente ser expressa também em porcentagem,.
O conteúdo de água pode ser calculado a partir da determinação do conteúdo
de água U e da densidade do solo . Como, por definição, densidade de um corpo é a razão da
massa pelo volume deste corpo, então no caso, para nosso corpo poroso solo =
sólidos + poros de massa ms e volume V,
kg m-3].
Armazenagem ou altura de água no solo
Imagine-se um perfil de solo no campo e que, num determinado momento, ao
longo de sua profundidade Z, sejam obtidos valores de q a distâncias tão
próximas entre si quanto possível de tal maneira que, num gráfico de q em
função de Z, o conjunto dos pontos obtidos resulte numa curva contínua
representando uma dada função = (Z). Tal gráfico recebe o nome de perfil de
conteúdo de água no solo à base de volume.
Evidentemente, se L h for medido em dois instantes diferentes,
obtém-se a variação de armazenagem da água no solo hL, por: hL = ( f -i)
×L
Sendo fo conteúdo de água no solo à base de volume médio
verdadeiro no instante final e io conteúdo de água no solo à base de volume médio
verdadeiro no instante inicial tem-se é claro os valores aproximados de hL e
_hL
, respectivamente.
Energia da água no solo
Todo corpo na natureza possui uma propriedade denominada energia a
qual é normalmente subdividida em três formas principais: energia cinética,
resultante da velocidade instantânea do corpo em relação a algum referencial
externo a ele, energia potencial, resultante da posição instantânea do
corpo em relação a campos de força (gravitacional, elétrica, eletromagnética,
etc).
A água no solo, do ponto de vista energético, segundo um modelo no qual se
considera sempre duas situações com ela em equilíbrio. Umas das
situações são a água no solo propriamente dita, isto é, dentro do solo. A outra
situação é a mesma água (com a mesma energia interna que a água no solo), mas
fora do solo, denominada água padrão e definida como água livre, de
mesma energia interna que a água no solo e em cuja superfície plana,
coincidente com a referência gravitacional, actua a pressão atmosférica
do local onde a medida é feita.
Se a energia potencial total de um corpo (com energia interna constante) em
equilíbrio for diferente em duas posições de um determinado meio, este corpo
vai sempre se movimentar, se o meio permitir, da posição onde sua energia
potencial total é maior para a posição onde ela é menor. O raciocínio é
semelhante quando o corpo é a água no solo, mas, nesse caso, é mais conveniente
utilizar a energia potencial total da água por unidade de massa de água ou energia
potencial total específica da água (J kg-1), conforme o item
a seguir.
2.3.1.
Potencial total da água no solo
O conceito de potencial total da água no solo foi introduzido com o intuito
de estabelecer o sentido do movimento da água entre duas posição num meio
poroso, sem conhecer os valores individuais da energia potencial total
específica da água em cada posição.
Potencial mátrico da água no solo
Considere-se uma determinada amostra de solo com água no seu espaço poroso.
É fácil verificar que é necessário
dispêndio de energia para retirar a água desta amostra, o qual é tanto maior quanto mais seca estiver a
amostra. Isso mostra que o solo retém a água no seu espaço poroso com forças cujas intensidades aumentam
conforme o seu conteúdo de água diminui. Essas forças, por se manifestarem devido à presença da matriz do solo, são
denominadas forças mátricas, estão
relacionadas aos já mencionados fenômenos da capilaridade e adsorção e que
dão origem ao potencial mátrico que
será definido logo a seguir.
Distinguem-se assim dois tipos de força mátrica: a) a força
capilar, responsável pela retenção
da água nos poros capilares dos agregados e b) a força de adsorção,
responsável pela retenção da
água na superfície das partículas do solo. Quantificar a contribuição de cada
um desses tipos de força no
potencial mátrico é praticamente impossível na faixa de conteúdo de água no
solo que as plantas normalmente se
desenvolvem. O que se pode dizer em termos qualitativos é que, logo após a drenagem livre de um solo
saturado no campo, as forças capilares são dominantes e que, à medida que o solo seca a partir daí, a adsorção vai
adquirindo maior importância.
Solo saturado e não saturado de água
Das três fases do solo, sólida, líquida e gasosa, as duas
últimas são complementares, isto é, a máxima presença de uma implica na
ausência da outra. Sempre a porção do espaço poroso não ocupada pela fase
líquida será complementada pela fase gasosa. Portanto, a fase líquida pode
estar presente nos poros do solo completa ou parcialmente. No primeiro caso, o
solo é dito saturado e, no segundo, não saturado.
De modo geral, os solos se encontram não saturados de
água, mas mesmo assim armazenam considerável quantidade de água, parte da qual
deve ser utilizada pelas plantas. Os processos dinâmicos da água em solos não
saturados fazem parte de assuntos científicos terrestres do ciclo hidrológico e
de problemas relacionados com irrigação, ecologia de plantas, e com a biologia
da fauna e flora do solo. Processos específicos de grande interesse e
importância incluem infiltração, redistribuição e evaporação da água pelos
solos.
Evaporação da água do solo
A perda de água do solo por esse processo constitui-se
num importante parâmetro no ciclo hidrológico, podendo atingir 50%, ou mais, da
quantidade evapotranspirada. Contudo, a evaporação que ocorre na superfície do
solo é indesejável, do ponto de vista agrícola, porque ela não participa
diretamente do ciclo das plantas, sendo algumas vezes chamada de evaporação não
produtiva. Cerca de 25% do território brasileiro oferece condições
reconhecidamente favoráveis ao desenvolvimento da agricultura, mas apresentam
problemas bem definidos com respeito às reservas hídricas.
O conhecimento dos fatores que determinam a evaporação da
água dos solos permite a adoção de técnicas que objetivam controlá-la,
possibilitando a conservação da água armazenada para uso das plantas. A
evaporação da água de um solo nu, por exemplo, passa por três estágios
distintos: no primeiro, quando a umidade do solo for suficientemente alta e a
superfície do solo for exposta a condições constantes de radiação, umidade do
ar, vento e temperatura, a evaporação caracteriza-se por uma perda constante e
unicamente dependente das condições meteorológicas. Esse estágio termina quando
se estabelece uma resistência ao fluxo da água na superfície do solo e a
velocidade de evaporaçào decresce. Já nesse segundo estágio, a evaporação
decresce com o decréscimo da umidade na superf’ície do solo e as condições
reinantes não são mais importantes porque o processo é governado pelas
propriedades hidráulicas nas proximidades da superfície do solo.
Quanto mais seca e mais espessa a camada, menor a taxa de
evaporação. E a espessura da camada seca é determinada pela taxa na qual o
fluxo de água das camadas subjacentes pode alcançar a superfície de secagem. Se
o suprimento de água for muito lento, a camada superficial de secamento
aumenta, causando um aumento na resistência ao fluxo. O terceiro estágio da
evaporação é algumas vezes identificado quando a taxa de decréscimo da
evaporação com o tempo torna-se ainda mais baixa. Esse estágio caracteriza-se
por um movimento bastante lento da água no solo, decorrente da adsorção de água
pelas partículas sólidas.
Classificação física da água do solo briggs (1897)
Segundo o autor acima citado classifica física da agua no solo quanto a:
Água gravitacional: localizada nos macroporos; permanência efêmera no solo; removida facilmente pela drenagem e provoca lixiviação no solo.
Água capilar: localizada nos microporos; parcialmente permanente no solo; não removida pela drenagem; actua como solução do solo.
Água higroscópica: localizada próxima da superfície da partícula; permanente no solo; removida apenas no estado de vapor.
Água gravitacional: localizada nos macroporos; permanência efêmera no solo; removida facilmente pela drenagem e provoca lixiviação no solo.
Água capilar: localizada nos microporos; parcialmente permanente no solo; não removida pela drenagem; actua como solução do solo.
Água higroscópica: localizada próxima da superfície da partícula; permanente no solo; removida apenas no estado de vapor.
Nota: A classificação de Briggs não deve ser utilizada
nos dias actuais.
Caracterização Físico-Hídrica do Solo
Do ponto de vista ciências agrárias, o solo pode ser
caracterizado através de sua classe
pedológica, de análises de perfis, físicas e de fertilidade. Em estudos e planeamento de irrigação, o
solo pode também ser classificado de
acordo com sua aptidão para irrigação. Para o manejo da irrigação, é necessário que se conheçam algumas das
propriedades físicas e físico-hídricas
do solo. As principais são a densidade global ou aparente, a capacidade de campo, o ponto de murcha permanente e a curva característica de retenção de
água. Outros parâmetros não menos importantes
são a análise textural, a densidade das partículas ou da fração sólida, a condutividade hidráulica saturada, a taxa ou
velocidade de infiltração básica e a porosidade total do solo.
Composição do Solo e Relações Massa/Volume
O solo é composto de partículas sólidas de várias formas
e diferentes dimensões. O espaço
poroso pode ser preenchido com quantidades
variáveis de água (solução) e ar (gases) (Figura 1).
Figura 1. Representação
esquemática do solo, segundo a composição de suas frações.
A partir da representação esquemática das frações
componentes do solo, pode-se estabelecer uma série de relações massa/volume de
grande importância na caracterização físico-hídrica dos solos, como apresentada
a seguir: · Volume de poros, Vp:
Vp = Vg + Va
O volume de poros, Vp, é constituído pelo volume total de
fluidos (água e ar). Um solo encontra-se saturado quando o volume de poros, Vp,
é igual ao volume ocupado pela água, Va, Isto é, quando o volume ocupadopelo ar
(gases) Vg = 0.
Métodos para Determinação da Humidade do Solo
O conteúdo de água no solo está constantemente mudando e uma determinada amostra representa apenas a condição de água naquele momento, uma vez que o sistema é dinâmico. Portanto, essa desigualdade na distribuição de água no solo resulta em variações na amostragem que introduzem incertezas em qualquer estimativa de água em condições de campo. Essa incerteza é denominada erro de amostragem ou simplesmente variabilidade. Portanto, na amostragem, devem-se tomar as devidas precauções para reduzir os efeitos dessa variabilidade.
Dessa forma, a medição ou estimativa do conteúdo de água do solo em condições
de campo é difícil, devido a uma série de
factores, tais como:
ü
O
crescimento desigual das plantas e a desuniformidade
na distribuição do sistema radicular
causam variações no conteúdo de água
no solo.
ü
Diferenças
em características de infiltração resultam
em variações logo após chuva ou irrigação.
ü
A
variação do solo no campo com relação à estrutura,
estratificação e textura causa diferenças
na quantidade de água armazenada no
solo.
ü
Distúrbios
e mudanças na densidade global, variação
em volume de poros e distribuição de
tamanho de poros causam profundas variações
no conteúdo de água ao longo do
perfil do solo, em condições de campo.
ü
Desigualdades
no relevo superficial do solo resultam
em umedecimento desuniforme do solo.
ü
Sistemas
de irrigação mal dimensionados ou
operados inadequadamente podem contribuir
para uma distribuição de água desuniforme,
no campo.
Processo gravimétrico
É o método clássico e o mais utilizado na determinação do conteúdo de água do
solo. As amostras são retiradas em
vários locais e profundidades, no
campo, podendo constituir-se de
amostras simples ou compostas. Essas
amostras podem ser deformadas,
utilizando-se trados comuns, ou não
deformadas, de volume conhecido, utilizando-se
trados especiais, como, por exemplo,
o trado de Uhland. Deve-se ter muito
cuidado para evitar perdas de água, por
evaporação, pelo solo durante a amostragem.
As amostras de solo são colocadas em
latas de alumínio e estas, vedadas
com fita adesiva. Essas amostras são levadas
para o laboratório o mais rápido possível.
As amostras são pesadas e levadas à estufa
a 105-110°C, onde permanecem até atingirem peso constante, geralmente 48h são suficientes.
O cálculo da humidade do solo é feito com base nas seguintes equações: · % em Peso, U:
Em que:
ma =(Massa do solo húmido) e
ms = Massa do solo seco a 105 0C
Disponibilidade de Água no Solo
Capacidade de Campo, CC.
É a quantidade de água retida pelo solo após a drenagem ter ocorrido, ou cessado em
um solo previamente saturado por chuva ou
irrigação. É a quantidade de
água retida pelo solo quando a
condutividade hidráulica não saturada
se torna tão pequena que o fluxo de água
pode ser considerado como sendo zero. Para
fins de irrigação, capacidade de campo é o conteúdo volumétrico de água em equilíbrio com o componente matricial do potencial de água de 10 a 30 kPa (curva característica de água no solo).
Ponto de Murcha Permanente, PMP
É o conteúdo de água no solo retido a um componente matricial do potencial de
água tão elevado, em valor absoluto,
que a maioria das plantas não
consegue extrair água do solo e
entra em murcha permanente. Para
fins de irrigação, o ponto de murcha permanente é
o conteúdo volumétrico de água em
equilíbrio com o componente matricial
do potencial de água no solo de 1500
kPa ou 15 atmosferas (curva característica
de água no solo).
CONCLUSÃO
Diante do exposto é fácil poder-se admitir que é possível produzir mais e
com melhor qualidade, se houver atenção com a qualidade física dos solos,
promovendo-se condições para um adequado manejo da água, já que ela é um dos
cinco factores essenciais à produção de qualquer espécie vegetal.
Descrevem-se inicialmente os aspectos básicos da retenção
da água no solo, notadamente a teoria da capilaridade, visando principalmente à
determinação da curva de retenção da
água no solo pelos métodos do funil e da câmara de pressão de ar com placa
porosa. Índices para quantificar a
água no solo, em especial a armazenagem da água, são definidos em seguida. A energia da água, bem como o modelo dos
potenciais e, então, as equações de fluxo da água no solo, são tratados com certo detalhe. O texto termina com uma discussão
resumida a respeito do balanço de
água no solo.
De modo geral, os solos se encontram não saturados de
água, mas mesmo assim armazenam considerável quantidade de água, parte da qual
deve ser utilizada pelas plantas. Os processos dinâmicos da água em solos não
saturados fazem parte de assuntos científicos terrestres do ciclo hidrológico e
de problemas relacionados com irrigação, ecologia de plantas, e com a biologia
da fauna e flora do solo
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